06 de outubro: Dia Nacional do Doador de Medula Óssea

Data incentiva o cadastro no REDOME, e atenta o doador para a constante atualização de dados

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Ser doador voluntário de medula óssea é fazer um cadastro, com dados pessoais, e coletar uma pequena amostra de sangue. E se for chamado, decidir se realmente vai doar a medula para quem precisa de um transplante. Simples assim. Mas o valor desse ato segue no mesmo caminho da raridade da compatibilidade com um receptor: um para cem mil entre pessoas não aparentadas, e um para um milhão, entre brasileiros com maior índice de miscigenação, segundo a Federação Médica Brasileira. 

O Brasil está bem servido nesse quesito, tem o terceiro maior cadastro do mundo, com mais de quatro milhões de doadores  É o chamado REDOME – Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, coordenado pelo INCA – Instituto Nacional de Câncer, um banco que reúne todos os dados dos voluntários, como nome, endereço, resultados de exames e características genéticas. Em Londrina, esse primeiro cadastro é feito no Hemocentro do Hospital Universitário, que repassa as informações ao REDOME. “Por ano, são feitos de mil a 1500 cadastros novos no HU, o que é um número significativo, se considerarmos que o Brasil recomenda que não haja campanhas para novos doadores”, revela Fausto Trigo, diretor do Hemocentro.

Atualmente, o maior esforço é no sentido de chamar os nomes cadastrados para entrar no site do REDOME e atualizar as informações, “caso contrário, esse cadastro fica perdido”, completa Trigo, e o potencial doador não é localizado. O outro trabalho tem sido no sentido de buscar grupos étnicos com menos miscigenação, que é o caso de indígenas, grupos de imigração, etc.

Quando houver um paciente com possível compatibilidade, esse potencial doador é convocado,  para decidir quanto à doação. Como as informações são sigilosas, o Hemocentro do HU não tem dados sobre quantos doadores cadastrados daqui puderam de fato contribuir com o transplante de medula óssea. Mas o levantamento nacional dá conta de que em 2018, o Brasil registrou um número recorde de transplantes com doadores de fora da família, em que a compatibilidade para não parentes é maior.

O transplante é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças benignas ou malignas que afetam as células do sangue, desde as oncológicas e algumas hematológicas. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.

Hoje,  Dia Nacional do Doador de Medula Óssea, é uma data para não apenas incentivar a todos a se tornar um doador voluntário. Mas também para chamar a atenção para a importância da atualização do cadastro. Se você tem entre 18 e 54 anos e está em bom estado de saúde, participe dessa ação de amor ao próximo!

Atualize seu cadastro aqui no site do Redome Nacional.

Setembro Verde – A cor para conscientizar sobre Doação de Órgãos

Durante todo mês, ações se multiplicam para abordar o tema da doação e do transplante de órgãos, com números crescentes no Paraná e no Brasil

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Nos meses de muitas cores, o setembro ganha tons esverdeados numa bandeira mais que brasileira: a campanha  sobre doação de órgãos é uma luta mundial! Nas terras verdes e amarelas, ganhou um dia para marcar na agenda: 27 de setembro, Dia Nacional de Doação de Órgãos, de acordo com o calendário do Ministério da Saúde. E no mês todo, muitas ações para quebrar tabus, informar e conscientizar. Os resultados chegam em números.

“O Brasil é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público do mundo”, ressalta o site do Ministério, que reforça”: “Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em números absolutos, o Brasil é o 2º maior transplantador do mundo, atrás apenas dos EUA. Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela rede pública de saúde.”

O Paraná multiplicou por cinco o número de doações em dez anos (2008 – 2018), mas o desafio ainda é grande.  44% das doações são efetivadas com o transplante e as negativas das famílias ainda representam quase um terço (27%), do total  de possíveis doadores. Para ajudar a mudar essa estatística, uma das iniciativas partiu de Adriana Pontin, diretora executiva da Excelência Mkt & Eventos a partir de 2013, à pedido da OPO Organização de Procura de Órgãos de Londrina.

“Juntos com a OPO, fizemos uma exposição de fotos, “Doar Faz Bem ao Coração”,  e reunimos pacientes que estavam na fila de espera e receberam o transplante, e familiares que autorizaram a doação”, lembra. A abertura foi no Shopping Catuaí, em setembro daquele ano, alusiva à campanha Setembro Verde, com fotos assinadas por Kely Sciena. “De lá para cá, não paramos mais!” Adriana ainda realiza diversas ações entre palestras, rodas de conversas, caminhadas e corridas, desfiles, seminários, tudo em prol da conscientização sobre a importância de autorizar e manifestar em vida a vontade de ser um doador de órgãos e tecidos.

Fale sobre isso – Converse com sua família e deixe-os cientes do seu desejo de ser um doador de órgãos e tecidos. A autorização só pode ser feita pela sua família, por isso é tão importante que você converse com seus familiares! Doação de órgãos é salvar vidas!

 

 

Larissa Ramos: um transplante duplo e uma vida nova!

EM HOMENAGEM AO MÊS DA MULHER – PERFIL PROFISSIONAL

ELAS FAZEM E ACONTECEM

 

A luta pela vida  e a vitória após receber um rim e o pâncreas se transformaram numa causa dessa advogada que renasceu

 

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A Larissa Ramos de hoje, de 38 anos, é advogada, saúde perfeita, com rins e pâncreas funcionando 100%. Mas por 25 anos foi diabética, doença causada pela falta de insulina,  produzida pelo pâncreas. E ao fazer uma cirurgia plástica, descobriu que também era portadora de doença renal, que se caracteriza pela perda de capacidade dos rins. Larissa entrou na fila do transplante e realizou o procedimento em 2016, o que representou o divisor de águas na vida dela.

“Foi um transplante duplo e deu tudo certo”, lembra. “O transplante foi um renascimento, não tenho mais diabetes nem doença renal!” Apesar da nova fase cheia de saúde e felicidade, algo dentro de Larissa ficou latente. E ela passou a militar na causa para incentivar a doação de órgãos. Como advogada, cuida gratuitamente de toda parte jurídica de transplantados e pré transplantados. E como ser humano que sentiu na pele todo esse drama, também luta para o convencimento de famílias que perderam entes queridos a fazer a doação. “Ainda  dou palestras sobre superação para pessoas que estão na fila do transplante ou para aquelas que acabaram de fazer, contando minha própria história.”

A conscientização sobre a doença renal é outra grande batalha dessa mulher de garra, “um tema pouco conhecido ainda da população” e que a advogada procura dar visibilidade. Larissa também faz parte do projeto Gotas de Vida, que incentiva a doação de sangue. Formas que ela encontrou depois de passar por tantos desafios na vida. “Vi o quanto as pessoas necessitavam de apoio, ajuda e conscientização para essa causa!”

A especialista em direito público com ênfase em gestão pública, e direito tributário e eleitoral, segue a vida com plenitude trabalhando no Núcleo de Práticas Jurídicas da Faculdade Pitágoras. E inevitavelmente inspira com toda fé expressa na seguinte frase: “Deus me escolheu para conhecer essa causa da maneira mais profunda que existe! Me fez doente, para sentir na pele todo o sofrimento, depois me curou! E me disse: Vai! Vai ser a voz daqueles que não tem e precisam!”