Dia de Conscientização do Autismo: o momento de refletir sobre conquistas e preconceitos

Data sancionada no Brasil no ano passado dá luz a uma doença ainda cercada de desconhecimento, desinformação e preconceito.

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A nebulosidade ainda paira sobre o conhecimento pleno em torno do autismo. Sabe-se que é uma síndrome que afeta vários aspectos da comunicação e acomete uma a cada 110 pessoas no mundo, e no Brasil atinge 2 milhões de pacientes. Apesar da expressividade, o diagnóstico ainda é impreciso, o tratamento não é padronizado, e as causas, ainda um desafio para a ciência. Por isso, um dia dedicado ao problema dá luz, informa, reduz preconceitos,  e ao mesmo tempo atrai interesses para aumentar os esclarecimentos a respeito. E a cor vira azul.

O azul foi definido como o símbolo do autismo, porque o transtorno acomete mais meninos que meninas. De acordo com o Portal do médico Drauzio Varella, “autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais: inabilidade para interagir socialmente; dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos; padrão de comportamento restritivo e repetitivo.” O tratamento é feito por uma equipe multidisciplinar, avaliando caso a caso. Familiares que convivem com autistas também precisam de acompanhamento, pois em graus de comprometimento maiores, é preciso equilíbrio e orientações especializadas.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado dia 02 de abril, foi criado em dezembro de 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de disseminar informações sobre o transtorno. No Brasil, o Dia Nacional de Conscientização sobre o Autismo, foi sancionado apenas em 2018, e desde então, a causa tem ganhado mais visibilidade, mais conquistas de direitos, auxiliando em planos de saúde, escolas e na vida cotidiana.

A data também pretende ter o poder de, aos poucos, eliminar o preconceito ainda persistente. Mesmo se tratando de uma deficiência, o autista, muitas vezes não tem o mesmo olhar da sociedade, o mesmo acesso e locomoção que um cadeirante, por exemplo, pelo fato de andar sem dificuldade, e em alguns casos, ter facilidade em áreas do conhecimento em grau de genialidade. Por isso, é importante lembrar  que o Dia de Conscientização é uma forma  de expor lutas e vitórias. O autista está protegido pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, de 2015, e que estabelece inclusive sanções para casos de discriminação. Uma forma de tentar tornar o azul, como um céu sem nuvens…

 

Publicado por

Adriana Pontin

Empreendedora, sonhadora, cristã e apaixonada pela vida. Formada em Secretariado Executivo Trilingue com enfase em ADM e Teologia. Desde 2008 realizando sonhos e projetos através da empresa Excelência Mkt & Eventos.

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